Pedro Alves: «Nação Valente e Imortal»
O deputado do PSD, eleito por Viseu, Pedro Alves, deixa aqui a sua opinião.
Nação Valente e Imortal
«Não querendo ser redundante com o que já escrevi sobre o momento que atravessamos, considero que a monotorização permanente seja uma obrigação para que nada fique no esquecimento. Em tempos difíceis como aqueles que hoje vivemos, é com enorme facilidade que vemos os cidadãos a atingir o ponto de saturação relativamente às guerrilhas e questiúnculas dos políticos. Questiona-se a verdade do que se diz, desconfia-se da realidade do que se vê e contestam-se as medidas do que se sente, porque, infelizmente, estas decisões acarretam consequências nas vidas de cada um.
Desmontada a máquina de propaganda e encenação política que durante 6 anos iludiu os portugueses, renasce agora uma nova versão ficcionada da ação política – o Partido Socialista na oposição.
A versão ficcionada de um país próspero, desenvolvido e preparado para os grandes desafios da globalização e da competitividade desabou quando já não havia mais margem para um novo capítulo do PEC e fomos obrigados a pedir a intervenção externa que hoje vigora e que evidenciou as nossas debilidades e clarificou a nossa frágil condição.
Volvido um ano sem socialismo, descontrolo e despesismo, a renascida ficção socialista anuncia que este caminho é demasiado austero para ser percorrido e deve ser mais brando e menos ousado. A verdade é que não nos resta outro caminho senão o da consolidação orçamental e o da redução do endividamento, pois só assim garantiremos a nossa credibilidade externa e o consequente crescimento e emprego sustentados. Tudo o resto é ficção!
Há menos de um ano estávamos apreensivos com o que seria o resultado do trabalho deste Governo no que concerne à execução do Memorando. Embora se anunciasse dificuldades e restrições, a verdade é que desconhecíamos a sua dimensão e profundidade e ignorávamos o efeito das mesmas nas nossas vidas.
Durante este ano, paciente e estoicamente, o Povo Português foi assistindo e colaborando em todo o processo de transformação, sofrendo as agruras das reformas e o flagelo do desemprego. Perante algumas situações extremas e de grande sensibilidade, muitas vezes questionei esta capacidade e esta resistência, donde vinha tal força… apenas daquilo que somos: um Povo/Nação valente e Imortal!
Um Povo que entendeu que esta é uma emergência nacional! Um Povo que viu o país moribundo, inanimado e desacreditado no exterior. Um Povo que preferiu o sacrifício da salvação ao facilitismo da degradação. Um Povo que não se resigna à fatalidade. Um Povo que acredita em Portugal.
Se ao Povo se deve este resultado, também é bom reconhecer o modo como o Primeiro-ministro assumiu a sua responsabilidade. A determinação e o sentido de estado com que decide e implementa as reformas estruturais que o país necessita, sem ceder à tentação de governar para as sondagens ou para a popularidade. Suportando com resiliência as críticas sistemáticas de quem assinou o Memorando e que agora o diz desajustado. Se estas não são as medidas apropriadas, então porque o assinaram? Porque não propuseram outras?
Agora, pasme-se, numa tentativa de desvalorizar o trabalho do Governo, até a avaliação positiva da execução do Memorando parece um ato trivial, chamam-lhe até uma check List. O que seria de nós se não os atingíssemos?
Felizmente que o trabalho e os sacrifícios realizados têm sido reconhecidos e, por isso, se algo de menos bom acontecer lá fora, não estaremos sozinhos porque sabem o quanto nos tem custado e o que temos todos conseguido.
Nesta hora de viragem, o importante é continuar unidos e concentrados no objetivo que é Portugal!
Pedro Alves – Deputado PSD – Viseu, 08 de Junho de 2012»

























